23 FEVEREIRO 2011
#4YearsOfMyAnimesDiary

sexta-feira, 27 de maio de 2011

"todos juntos" - 7º

Capítulo 7 – “Uma doce manhã”
Livro 2 – Jane
Mudar de país e vir para uma cidade nova, onde não se conhece ninguém e não se percebe nada do que as pessoas dizem não é uma tarefa fácil. Na verdade, é uma das piores coisas que pode acontecer a uma pessoa. Ter de deixar os amigos e a família para trás e mudar completamente o seu estilo de vida…é uma coisa complicada.
Estava no parque, sentada na relva macia, com o meu cão. Mandei a bola dele para ele a ir buscar, mas estava tão chateada comigo própria que nem reparei para onde mandei a bola. Resultado: foi parar a cima de uma árvore, ficando presa entre dois ramos. O meu cão não parava de ladrar e eu começava a ficar irritada, até gritei para ele se calar, mas não me adiantou de nada. Comecei a pensar como iria tirar a bola dali para calar o cão e ir para casa. Parece que alguém tinha pensado no mesmo, porque, num certo momento vejo uma bola de futebol ir com toda a força contra a árvore, fazendo a bola cair, para o agrado do meu cão, que foi logo buscá-la.
Virei-me para trás para ver quem tinha sido o autor daquele remate tão potente, mas ao mesmo tempo muito elegante. Deparei-me com um rapaz charmoso, com uns cabelos loiros compridos e uns olhos azuis que brilhavam com a luz do sol radiante. Fiquei perplexa. O rapaz era tão lindo, que não consegui proferir uma única palavra.
- Estás bem – disse o belo rapaz.
- Sim, estou.
- Como te chamas? – continuava perplexa com a sua beleza.
- O meu nome é Jane. E tu?
- Eu sou o Pierre – mais uma vez, surpreendeu-me. Será que era o famoso Pierre, capitão da equipa juvenil de futebol de França?
Com um pouco de vergonha, disse: podias ajudar-me? Sou nova aqui e estou um pouco perdida.
Pierre: Claro. Vamos, eu ajudo-te a encontrar o caminho para casa. Mas antes, tenho de ir buscar o meu animal de estimação.
- Que tipo de animal é? – perguntei.
Pierre: Vais saber quando o vires – os seus olhos azuis brilhavam cada vez mais.
Pierre deu uma pequena corrida, sempre com a bola nos pés. 10 minutos depois, vinha montado num lindo cavalo branco.
Pierre: Jane, este é o Sean, o meu cavalo.
Eu: É um cavalo muito bonito.
Pierre: Pois é. É um dos melhores de Paris.
Eu: Pois…eu não percebo nada de cavalos.
Estendeu-me a mão e perguntou-me: vens?
- Nunca andei de cavalo na minha vida.
Pierre: Há sempre uma primeira vez para tudo.
Montei um cavalo pela 1ª vez na minha vida. Foi uma sensação fantástica.
Quando cheguei a casa montada num cavalo com um rapaz, o meu pai, que estava a olhar à janela, fez logo uma cara de caso, como quem diz “depois a gente fala”. Mas a minha mãe, que sempre me deu razão e sempre me protegeu dos disparates do meu pai, aconchegou-o logo, dizendo: porque te preocupas? Ela não está a fazer nada de mal! Está apenas num cavalo com…com um rapaz. Isso significa que ela é sociável. Deixa-a. Sabes que a nossa filha é muito responsável e sabe o que deve e não deve fazer.
Mesmo com alguma dificuldade, o meu pai acabou por aceitar o facto de o meu primeiro amigo ser um rapaz, e justamente AQUELE rapaz. Era um começo de amizades. Ele tinha de aceitar.
Quando entrei em casa, o meu pai lançou-me aquele olhar, mas rapidamente “mudou de cara” e perguntou-me: queres uma fatia de bolo de amoras? A tua mãe acabou de fazer um, e devo-te dizer que está fabuloso, como sempre. Por isso, apressa-te se o queres provar – assim que proferiu aquelas palavras, num impulso, eu e o meu pai começa-mos a correr em direcção à cozinha. Como ele ia à frente, pois tinha começado a correr mais perto da cozinha, ele chegou primeiro – batoteiro – disse eu.
Naquele momento, o belo rapaz que conhecera esta tarde não me saía da cabeça. Mas tinha coisas mais giras para fazer: era noite de cinema!
Há noite, houve a típica discussão entre mim, o meu irmão mais novo (Zeca) e o meu pai, para decidir o filme que iríamos ver. Como sempre, acabou por ser a minha mãe a decidir o filme. “Mulherzinhas” é o título do filme. Eu até não me importei com a sua escolha, mas o meu pai e o meu irmão não gostaram muito da ideia. Logo no início do filme, o meu pai adormeceu e o meu irmão estava com uma cara de enjoado.
 Normalmente, a minha mãe não deixa ninguém faltar á sessão de cinema à terça à noite. Quando alguém falta, tem de ter uma boa justificação, ou a minha mãe fica fula. Por exemplo: essa do meu irmão estar enjoado porque comeu demais ao jantar – ele já a usou tantas vezes que a minha mãe já está habituada, e deixou de se importar se o meu irmão ou o meu pai estão presentes. Mesmo eu. Ela já não se importa. Se estão, estão. Se não estão, paciência! Ela quer é ver o filme.
No dia seguinte, acordei com a minha mãe aos gritos com o meu irmão: porque não foste levar o lixo fora como eu te pedi ONTEM?! Agora tenho o caixote cheio!
Zeca: Não tenho culpa! Eu pedi à Jane que o fizesse, porque tinha uma coisa para fazer, e ela não fez!
Já me tinha levantado e comecei a gritar do cimo das escadas: ei, eu nunca disse que sim! Só disse “sim” porque estava a falar ao telefone com a Cristina, e respondi “sim” a uma pergunta que ela me fez! Além disso, a responsabilidade é tua! Tu já fazes pouco e queres ficar sem fazer nada?! Era só o que me faltava! – e voltei para o meu quarto irritada. Da próxima vez que estiver ao telefone, tenho de me lembrar de ficar bem longe do meu irmão.
Estava para me deitar, outra vez, quando me lembrei de que tinha combinado ir ter com o Pierre ao pé da Torre Eiffel. Estava tão atrasada! Coitado, tinha combinado uma coisa comigo, e eu estava tão emocionada quando marca-mos o encontro, e agora estava a levar uma tampa! Não era uma tampa, eu apenas me tinha esquecido do encontro da minha vida! Por isso…era praticamente uma tampa.
Cheguei ao pé da Torre Eiffel vermelha que nem um tomate, pois tinha corrido muito. Quando cheguei, lá estava ele, com os seus cabelos loiros ao vento e os seus olhos azul-turquesa que me fixaram de novo, fiquei presa no seu olhar. Aqueles olhos matavam-me! Só de olhar para mim, ele fazia com que a minha temperatura aumentasse freneticamente. Senti o sangue aflorar-se rapidamente nas minhas bochechas. Tinha-me rendido à sua beleza. Estava completamente paralisada, olhando a sua postura elegante e precisa. A maneira com que ele se mantinha calmo mas forte ao mesmo tempo dava cabo de mim. E os seus movimentos…sempre que ele me olhava, parecia que eu ia explodir, como o magma de um vulcão. Completamente vulcânica!
- Desculpa o atraso – disse, envergonhada.
Pierre: Não estás muito atrasada. Apenas 5 minutos.
- Pois, mas mesmo assim estou atrasada. Não sou desse tipo de pessoa, que se atrasa por tudo e por nada, mas é que eu estive a discutir com o meu ir… - ele colocou o seu dedo sobre a minha boca – shiu, não digas nada. Não tens de te justificar. Foi um pequeno atraso, mais nada. Vamos aproveitar o momento – e abraçou-me. Nesse momento, eu já não tinha forças, a minha energia tinha-se esgotado, eu já não conseguia resistir. Foi então que aconteceu: virei-me de frente para ele e beijei-o. Os seus doces e carnudos lábios, mas ao mesmo tempo agressivos, ao tocarem nos meus…o momento que eu tanto esperava desde que tinha chegado a Paris.
Arranjei forças para me separar dele e desatei a correr – desculpa, eu nunca devia ter feito isto, sou uma parva! – disse.
Pierre: Mas, Jane…espera…não vás…eu preciso de ti – palavras que ele proferiu mas que eu não cheguei a ouvir.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

fanfiction "a história" - 14º

Capítulo 14 – “Um grande concerto e uma grande discussão”
Os nervos estavam à flor da pele. Mesmo antes de começar o concerto, Bruce Ishizaki já transpirava – que foi, estou nervoso – disse.
As cortinas abriram-se e o público bateu palmas. Os The AVON começaram a cantar e o público delirava.
I just can’t wait for tomorrow
I’m falling in your mind
You are my life
But I’m not your life
Os versos de “I just can’t wait” estavam na cabeça de todos os que estavam a assistir ao concerto e não só: estavam na cabeça de todos os fãs por todo o mundo. Era uma das canções mais conhecidas, escrita pela Patty e pela Numi.
Era típico. As raparigas escreviam as músicas e os rapazes formavam o ritmo adequado. Era um verdadeiro trabalho de equipa, acreditem.
Depois de “feel so right”, “fly”, “my destiny” e “my heart is my music” chegou a altura do intervalo.
No camarim dos rapazes, Bruce começou a gabar-se.
Bruce: Eu bem digo. Elas deliram por minha causa! Ouviram-nas a gritar “Bruce, Bruce”? Elas adoram-me!  Eu e o meu piano fazemos magia.
Benji: A Yoshiko é capaz de não gostar muito disso.
Bruce: Que se lixe! A Yoshiko não tem nada a ver com as MINHAS fãs! Eu faço o que quero e que bem me apetece! Ela não me pode obrigar a fazer o que não quero! Por exemplo, ela não me pode obrigar a ir falar com aquele técnico de som bué feio! Ele tem uma borbulha no canto da boca que é ENORME!!! – de repente entra uma pessoa.
Yoshiko: Bruce, vem comigo falar com o técnico do som. O meu microfone não está bom!
Bruce: Claro amorzinho. Vou já.
Benji: Com que então…não te pode obrigar a nada?
Bruce: Oh…esquece.
Depois da curta pausa, os The AVON voltaram ao palco. Estavam todos muito emocionados. Entrarem em palco passou a ser uma coisa habitual, mas mesmo assim ainda existiam aquelas borboletas no estômago.
O resto do concerto decorreu normalmente, com as fãs (e os fãs) a gritarem que nem loucos, os seguranças sempre a afastarem a multidão do palco, enfim…uma coisa super normal.
Depois do concerto seguiu-se a sessão de autógrafos. Para o Bruce, era a sua parte favorita. Quando saíram do pavilhão, entraram num pequeno estabelecimento onde entravam 2 fãs de cada vez para autógrafos e fotografias. Como devem imaginar, aquilo demorava horas…
Sempre que entrava uma fã para cumprimentar a banda, ela dirigia-se logo para ao pé dos rapazes, o que deixava as raparigas roidínhas de inveja. Mas, por muito incrível que seja, quem não suportava mais a presença de raparigas ao pé dos rapazes era a Patty. Não aguentava ter de partilhar o seu Oliver com milhões de raparigas por todo o mundo. A uma certa altura, fartou-se. Já não aguentava ver as raparigas a abraçarem-se ao Oliver e darem-lhe beijos.
Levantou-se. Empurrou a cadeira bruscamente. Assim que se levantou, o Bruce reparou numa expressão de tristeza mas ao mesmo tempo de raiva na sua cara – oh não, vamos ter problemas – disse.
Numi: Patty, que se passa?
Patty: Nada, só preciso de ficar um pouco sozinha.
Assim que Patty saiu, a Yoshiko apressou-se a dizer: dâh! Ela já não aguenta mais raparigas ao pé do Oliver, por isso saiu. Daqui a nada vou fazer o mesmo.
Numi: Não percebo. Eu também não gosto de ver montes de raparigas á volta do Benji, mas consigo controlar-me. Este não é o tipo de atitude da Patty! Não é habitual…acho eu.
O Oliver percebeu que faltava alguém da banda e dirigiu-se ao pé das raparigas.
Oliver: O que se passa? Onde está a Patty?
Yoshiko: Foi…digamos…apanhar um pouco de ar.
Oliver: Ok, eu vou ter com ela.
No pátio:
Oliver: Patty, que se passa?
Patty: Chega, Oliver, chega! Eu já não aguento mais!
Oliver: O quê? Não estou a perceber…
Patty: Tudo isto…é demais para mim! A minha família, as minhas amigas, a escola, a banda…estou farta! Ouviste?! FARTA!
Oliver: Mas, Patty…
Patty: Cala-te, Oliver, porque tu também tens culpa.
Oliver: O quê?!
Patty: Sim. Pensas que é fácil ver-te rodeado de raparigas todas as vezes que saímos à rua?! Tu, o meu rapaz!
Oliver: Patty, tu sabes que eu sou teu e só teu. E além disso, são só fãs!
Patty: Sim, eu sei. Mas durante quanto tempo?
A conversa foi interrompida pelos outros membros da banda.
Benji: Que se passa? Estão com umas caras muito tristes.
Patty: Pessoal, temos de falar.
Numi: Que se passa? Estás a deixar-me preocupada!
Patty: Isto que eu vou dizer vai-nos prejudicar a todos. Principalmente à banda.
Bruce: Desembucha!
Patty: Eu estou farta desta pressão! Farta de me estarem sempre a dizer o que fazer, o que vestir, o que dizer…enfim. Farta de tudo.
Bruce: E o que é que isso tem a ver com a banda?
Patty: Eu preciso de uma pausa. Preciso de me desligar de tudo durante uns tempos, incluindo…
Oliver: …incluindo da banda.
Ficaram todos com uma cara de surpresa. Afinal, estava em causa o futuro da banda.
Bruce: Tu não podes fazer isso.
Patty: Acredita que posso. E vou faze-lo.
Yoshiko: Não podes! Isto é a minha vida! Aliás, a nossa vida! Não podes pura e simplesmente acabar com tudo de um momento para o outro!
Patty: Posso sim, porque ISTO não é a minha vida! Apenas faz parte dela, mas não É!
Benji: Eu concordo com a Patty.
Bruce: O quê?!
Benji: Estamos a precisar de uma pausa. Eu já não aguento mais! Sempre fui um rapaz forte mas isto está a dar cabo de mim! A minha vida já não é como era antes.
Bruce: Mas…
Numi: Está decidido: vamos afastar-nos da banda durante uns tempos. Fazer uma pausa. Relaxar e aproveitar a vida enquanto podemos.
Benji: E depois fazemos um grande regresso.
Oliver: Não sei se esta situação tem volta a dar…
Patty: Pois, nem eu. Mas não é só a banda, Oliver. Nós também…

sábado, 21 de maio de 2011

Selo

Olá a todos! Estou aqui para apresentar um selo que tem sido bastante famoso.
Eis as regras:

1 - Agradecer e linkar de volta o blogueiro que te enviou o prémio:
Agradeço á Snizhana!


2 - Divida 7 coisas sobre ti:
 - Sou louca por chocolate;
 - AMO o Oliver;
 - Às vezes, "finjo" que sou irmã do Benji;
 - Tenho queda para gostar de rapazes que não me ligam nenhuma;
 - Não consigo ficar parada quando estou nos meus blogues;
 - Adoro contar piadas (principalmente secas);
 - Adorava ter um irmão.


3 - Premiar outros 5 a 15 blogues:
Rita Misaki (http://oliverandbenji4ever.blogspot.com/)
Bia (http://olivertsubasaebenjiprice.blogspot.com/)
JessicaBarros (http://tiixnha-suzzie-jessicabarros.blogspot.com/)
Naruta (http://narutoinfinitys.blogspot.com/)
Joana_Trindade_Cavaleira (http://myblogdiaryjc.blogspot.com/)

4 - Entre em contacto com esses blogueiros para avisar sobre os prémios e para que eles levem o selo da versatilidade para seu blog e distribua a outros colegas blogueiros.




VAMOS ESPALHAR ESTE SELO POR TODOS OS BLOGUES *.*


Novo blogue

Venho aqui para comunicar a criação de um novo blogue, que fala sobre animes. Tem como titulo "Animes Loucos", pois fala dos animes mais conhecidos e de que as pessoas gostam mais.
http://osanimesloucos.blogspot.com/

sexta-feira, 20 de maio de 2011

nova página

Temos uma nova página neste blogue, intitulada de "paródias". Esta-se mesmo a ver do que se trata...enfim, dêem uma espreitadela!

"todos juntos" - 6º

Capítulo 6 – “É possível esquecer a melhor amiga por causa de um rapaz?”
Livro 1 – Beatriz
- O quê? Não acredito que fizeste isso! – e desligou-me o telefone na cara. Provavelmente, ter-lhe contado que eu namorava com o rapaz que ela gosta não foi a melhor coisa a ser feita. Afinal, ela é a minha melhor amiga!
Assim que ela me desligou o telefone, saí do meu quarto a correr e desci as escadas. Estava a abrir a porta quando a minha irmã me pergunta: onde vais com tanta pressa?
Eu: Preciso de falar com uma pessoa.
Carolina: Mas, eu estava a fazer crepes para o lanche…
- Urgentemente – acrescentei. Não gostava de “dar uma tampa” a ninguém, principalmente à minha irmã, a pessoa que mais me apoia, mas precisava mesmo de falar com ele.
Saí de casa e bati a porta com força. Estava mesmo nervosa. Tinha a certeza que, depois de lhe contar o sucedido, ele acabaria comigo. Mas não foi isso que aconteceu.
Cheguei aos campos de futebol, onde, como sempre, ele estava a treinar com o Oliver e com o Benji. O Bruce preferiu ficar no banco a ver.
Bruce: Beatriz, que fazes aqui a esta hora?
- Preciso muito de falar com o Phillip.
Bruce: Ok, eu chamo-o – levantou-se e preparava-se para gritar quando lhe pus a mão à frente.
Eu: Deixa, eu vou lá ter com ele.
Comecei a correr para chegar perto dele o mais rápido possível quando, do banco, o Bruce começou a gritar: ei, Phillip, a tua namorada precisa de falar contigo URGENTEMENTE!
Benji: Uau! O Bruce a utilizar uma “palavra cara”!
Bruce: Que piadinha…
Phillip: Que foi?
Eu: Precisamos de falar.
Phillip: Mas eu…
Eu: É importante.
Phillip: Ok. Pessoal, vou fazer uma pausa. Já volto.
Oliver: Ok. Nós também estamos a precisar de uma pausa.
Fomos para um local sossegado.
Phillip: O que é assim tão importante?
Eu: Falei com a Jane…
Phillip: E? Ela não é a tua melhor amiga? É natural que fales com ela!
Eu: …e contei-lhe sobre nós.
Ao início, ele fez uma cara de surpresa. Afinal, tinha recebido uma notícia que podia ser prejudicial à sua relação com Jane. Por fim, acabou por perguntar: e que te disse ela?
- Desligou-me o telefone na cara – respondi. Ficou surpreso. Não era típico da Jane fazer uma coisa dessas.
Phillip: Isso significa que…
Eu: Isso significa que ela ainda gosta de ti… – uma pequena lágrima escorreu do meu olho. Ele, com um gesto carinhoso, limpou-a e disse-me: tu és a minha miúda. A Jane é passado. Tu és presente.
Fiquei surpreendida. Será que, em menos de uma semana, ele conseguiu tomar uma decisão tão importante?
Eu: És um amor. Ainda bem que dizes isso, porque ela disse-me que conheceu um rapaz muito simpático.
Assim que proferi essas palavras, notei um pouco de tristeza na sua face. Afinal, ele ainda gostava dela. Com alguma dificuldade, ele disse ainda triste: que bom. Ela merece alguém que a ame e que lhe dê carinho.
Eu: Sim, realmente. Ela é uma óptima pessoa. Mas, quanto à conversa que tive com ela, que faço? Afinal, ela deve ter ficado chateada comigo!
Phillip: Esquece. Ela há-de ultrapassar isso. Ela é a tua melhor amiga. Vai acabar por compreender.
Esquece?! Por esta é que eu não esperava! Ele disse-me para esquecer a provável última conversa com a minha melhor amiga!
Phillip: Confia em mim.
Dei-lhe um beijo e fui para casa. Ele voltou para o campo e continuou a treinar.
Quando inseri a chave na ranhura da porta, já sabia o que me esperava. A minha irmã devia estar chateada comigo.
Abri a porta. Olhei em redor. Não vi ninguém. Estava a começar a subir as escadas quando ouvi uma voz vinda da sala: os crepes estão no forno, se quiseres comer algum.
Não estava com fome. Na verdade, até estava enjoada. Fui para o quarto e peguei no telefone. Tentei várias vezes ligar à Jane e recuperar a sua amizade, mas ela não atendia. Á sexta tentativa, desisti. Uma pergunta pairava na minha cabeça: é possível esquecer a melhor amiga por causa de um rapaz?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

The AVON - 13º

Capítulo 13 – “O novo amor de Tobi Misaki”
Estava tudo calmo em Nankatsu. Eram 8 da manhã. Apenas num bem tratado campo de futebol se via algum movimento. Era o treino da equipa New Team. Como sempre, o Bruce já se estava a queixar.
Bruce: Já chega, já chega, eu não aguento mais! Vocês querem-me matar?
Carter: Não era esse o objectivo, mas já que insistes…até não é uma má ideia.
Bruce: Ai minha mãezinha! Porque é que eu tinha de gostar tanto de futebol!
Oliver: Porque o futebol é um jogo de equipa onde todos os membros se entre-ajudam! E porque é um desporto fabuloso!
Paul: Pois, assim ele não tem de fazer tudo sozinho! Quer dizer, assim ele não tem de fazer nada! Ele já nada faz…por isso nada pode fazer…credo.
Bruce: Ah, ah, ah! Já nem sabes o que dizes! Só dizes asneiras.
Jamie: Sobre ti só podem ser asneiras que têm todo o sentido.
Paul: Ah, ah, ah! Quem se ri agora, Bruce Ishizaki?
Bruce: Não te preocupes, porque quem ri por último, ri-se mais.
Yoshiko: Ri-se melhor, Bruce, ri-se melhor…
Bruce: Ou isso.
Benji: Vamos lá pessoal, que temos muito para treinar. Principalmente tu, Bruce.
Bruce: Porque estão sempre a falar de mim? Eu sei que sou bonito, mas não é preciso estarem sempre a falar de mim, porque eu sei que falam de mim bem, mas que também falam mal…
Paul: Mais mal do que bem, mas deixa estar. Vamos mas é treinar. Bora correr!
Oliver: Sim, estava a ver que não! Vamos correr! 1,2,1,2,1,2. Vamos lá! 1,2,1,2,1,2!
Depois do treino, estava na hora do almoço. Todos se dirigiram para casa, excepto o Tobi, pois o pai tinha-lhe pedido para passar pelo supermercado quando viesse para casa. E assim o fez.
Estava no supermercado, na fila das bebidas e aperitivos. Foi buscar uma coca-cola. Estava com sede. Pegou numa garrafa. Quando se virou, chocou contra alguém.
 - Peço imensa desculpa – disse.
- Não faz mal – respondeu-lhe uma bela rapariga, com uns olhos pretos grandes e um vestido verde – sou uma desastrada. A culpa é minha.
 - Nada disso. A culpa é minha. Eu é que devia ter olhado para trás antes de me virar – disse-lhe o Tobi.
- O meu nome é Snizhana. Sou nova cá na cidade. Eu e os meus pais mudámo-nos esta manhã para cá e a minha mãe mandou-me vir às compras, porque não temos nada na despensa. E tu, como te chamas?
- O meu nome é Tobi Misaki, e vivo cá há dois anos.
- Tobi…que nome giro.
- Sim, o teu nome também é muito giro. Nunca tinha conhecido ninguém com um igual.
- Há sempre uma primeira vez para tudo. Só uma pergunta: sabes onde fica a rua “quinta da lana”? É que eu vivo lá, mas não sei onde fica. Estou completamente perdida! Vê lá tu que até no supermercado eu me perco!
- É normal. Estás numa cidade nova e não conheces ninguém. Pelo menos não conhecias, até agora. E sobre a rua…eu também vivo nessa rua. Estava mesmo para ir para casa. Podemos ir juntos…se quiseres.
- Claro, eu ia adorar. Vamos para a caixa?
- Sim, vamos.
Quando chegou a casa, o Tobi estava vermelho que nem um tomate.
Pai: Reparei que já conheces os novos vizinhos.
Tobi: S-s-i-im.
Pai: Eles têm uma filha…é muito bonita. Á tarde podemos fazer-lhes uma visitinha. Que achas?
Tobi: Sim, boa ideia. Vou fazer uma tarte para lhes oferecer.
Está mesmo apaixonado…ainda bem. Há muito tempo que o meu filho não conhecia uma rapariga que lhe agradasse. Conheceu muitas…mas temos sempre de mudar de cidade…sinto que a culpa de ele não arranjar uma rapariga é minha. Ele anda sempre a viajar comigo. Não sei porque não quer ficar com a mãe. Assim poderia fixar-se definitivamente num distrito.
Tobi: Pai, estás bem?
Pai: Sim, estou, só estava a pensar num novo tema para um novo quadro. Estava a pensar em oferecer aos nossos novos vizinhos uma das minhas pinturas. Que achas?
Tobi: Acho que é uma óptima ideia. Vão adorar os teus quadros. Tu pintas muito bem, pai.
Depois do almoço, a família Misaki dirigiu-se para casa dos seus novos vizinhos. Tocaram à campainha. A mãe de Snizhana abriu a porta e agradeceu o quadro e a tarte – fui eu que cozinhei e o meu pai pintou o quadro – disse o Tobi, orgulhoso.
Snizhana: Tobi! Ainda bem que vieste! Vem, vou mostrar-te o resto da casa – e agarrou-o pelo braço, começando a correr pela casa.
Chegaram a uma pequena divisão que tinha uma cama no canto, uma secretária com um computador no outro, e a janela no meio. Nos outros dois cantos existiam dois pufs, um cor-de-laranja e um verde. Faziam contraste com o amarelo das paredes do quarto. Na porta havia uma pequena placa que dizia “quarto da Snizhana”. Pelas paredes estavam penduradas muitas fotografias.
Snizhana: Este é o meu quarto. Penso que já deu para perceber. Anda, entra! Estás à vontade! – o Tobi entrou e a Snizhana fechou a porta do quarto.
Tobi: Então…tantas fotografias. São de quem?
Snizhana: Esta aqui sou eu e as minhas melhores amigas, a Susana e a Patrícia. Esta aqui sou eu, quando tinha 10 anos, com os meus pais. E esta…ah, esta! Sou eu e o meu namorado – quando a Snizhana disse a palavra “namorado”, o rosto do Tobi entristeceu – aliás, ex-namorado. Agora somos melhores amigos.
O rosto do Tobi voltou de novo ao que era. Levantou-se do puf e chegou-se bem perto da Snizhana. Chegou-se tão perto que até parecia que se iam beijar. Mas, nesse momento, entra a mãe de Snizhana, a senhora Elisabeth.
Elisabeth: D-d-es-cul-pem interromper, mas o teu pai chamou-te.
Tobi: Vou já – tentou afastar-se da Snizhana, mas não conseguiu. Os seus corpos eram como ímanes, atraiam-se instantaneamente. Era como se estivessem destinados um ao outro.
Tobi decidiu que estava na hora de o fazer. Deu um grande beijo na boca de Snizhana e saiu.
Este rapaz é lindo…aqueles olhos castanhos…a derreterem-se enquanto olhavam para mim…parecia magia  - pensou Snizhana – tenho a certeza que será um bom amigo…ou mais do que isso…

sexta-feira, 13 de maio de 2011

"todos juntos" - 5º

Capítulo 5 – “A declaração”
Livro 1 – Beatriz
Estava a dormir muito bem na minha cama fofa. Tinha passado o fim-de-semana desde que tinha falado com o Phillip pela última vez. Estava de rastos. Embora tivesse dormido bem e estivesse alegre e aliviada por lhe ter contado a verdade, sentia um vazio dentro de mim. Sabia que, depois daquela conversa, ele nunca mais quereria olhar para mim.
De repente, ouço alguém a gritar da cozinha: oh, não, as panquecas!
Já devia saber que era a minha irmã Carolina. Ela faz (excepcionalmente) panquecas para o pequeno-almoço durante a semana. Estava a faze-las hoje pois sabia que me iria acordar bem cedo com isso.
Desci as escadas já vestida e pronta para ir para a escola. Cheguei à cozinha e a minha irmã começou a olhar para mim. Ficou durante uns minutos assim. Perguntei-lhe: que foi, nunca viste, ou batatas engolis-te?
Carolina: Não, é que é de admirar ver-te levantada tão cedo! São 8 menos um quarto!
Eu: Pois, mas quando eu preciso de falar urgentemente com as minhas amigas antes de uma certa pessoa chegar à escola…á que se levantar cedo.
Carolina: Pois, pois. Mas também te levantas-te cedo por causa das minhas belas panquecas…
Eu: Admito que sim. Mas acho que mudei de ideias…
Carolina: Porquê?
Eu: Andas constipada?
Carolina: Não, porquê?
Eu: Então vê se vais ao médico! As tuas narinas estão completamente avariadas!
Carolina: O quê?
Eu: As panquecas…estão-se a queimar…não consegues cheirar?
Carolina: Sim, realmente cheira-me a queimado…oh não! As panquecas!
Eu: Finalmente…bem, eu vou buscar um sumo à despensa e depois como qualquer coisa no bar. Xau!
Carolina: Xau!
Na escola:
Yoshiko: Finalmente chegas-te!
Bruce: Eu bem digo. Eu sou fotogénico! Todos me imitam! Mas é natural! Não da parte da minha namorada…acho eu…
Benji: Deixa-te de parvoíces! Beatriz, como estás?
Eu: Estou bem. Apetecia-me estar mais um pouco na cama mas não podia, porque precisava de falar com vocês (raparigas) antes de ele chegar.
Numi: Tarde demais. Ele já chegou.
Eu: O quê?!
Patty: Há mais de meia-hora.
Oliver: Ele é um rapaz estudioso. Gosta de vir mais cedo para poder ir para a biblioteca preparar a matéria do dia.
Eu: Então quer dizer que ele está na biblioteca?
Oliver: Sim.
Eu: Ok. Meninas, precisamos de falar – e agarrou-as pelos braços, levando-as para um banco.
Patty: Que foi? Estás preocupada?
Eu: Sim. Depois daquele dia, tenho a certeza que nunca mais olhará para mim! Eu sou mesmo estúpida…
Numi: Não digas isso. Se ele é um bom amigo, de certeza que percebeu a tua situação!
Eu: Mas eu disse-lhe que nunca mais o queria ver!
Yoshiko: Ele deve ter percebido que isso não era possível, pois vocês estão sentados um ao lado do outro em todas as disciplinas!
Eu: Pois…grande sorte.
Patty: Não te preocupes. Relaxa e deixa que as coisas aconteçam.
Na sala de aula:
Professora: Bom dia alunos!
Alunos: Bom dia, professora!
Phillip: Bom dia, Beatriz.
Eu: Não estás chateado por aquilo que eu te disse na sexta?
Phillip: Falamos disso depois, porque eu tenho uma coisa muito importante para te dizer…que vai mudar muito a nossa relação.
Comecei a ficar preocupada. Tinha a certeza que ele iria dizer que nunca mais me queria ver. Mas decidi esperar para ver.
Como era de esperar, no intervalo, ele foi-me chamar para falarmos.
Eu: Que foi?
Phillip: Lembras-te daquilo que tu me disses-te na sexta?
Eu: Sim…mais ou menos.
Phillip: Aquilo de nunca mais me quereres ver á frente…
O que eu temia ia para acontecer. Eu tinha a certeza. Mas, para o meu espanto, as minhas certezas revelaram-se erradas.
Eu: Sim…que tem? Quero dizer-te que eu não queria dizer isso. Eu estava irritada!
Phillip: Calma. Eu também não ia querer que isso acontece-se.
Eu: Phillip…
Phillip: Eu pensei muito nisto…decidi que estava na altura de fazer uma escolha…entre duas raparigas que eu gosto…uma está muito longe…a outra está aqui tão perto. Creio que fiz a escolha certa.
Eu: Não estou a perceber…
Phillip: As duas raparigas são tu e a Jane.
Eu: E…
Phillip: Eu escolhi-te…
Eu não queria acreditar no que os meus ouvidos ouviam! Ele tinha-me escolhido!
Phillip: …a ti.
Eu: Phillip…ainda bem. Sabes perfeitamente que eu te amo. Amo-te mesmo muito.
Phillip: E eu a ti. Embora o meu sentimento por ti não seja tão grande como o que eu tenho pela Jane, eu decidi que teria de optar por o que eu conseguia. E tu foste a minha escolha.
Eu: Oh, Phillip – antes que eu consegui-se proferir mais alguma palavra, ele agarrou-me e beijou-me. Os seus doces lábios, a tocarem nos meus, que ansiosamente, esperavam este momento, desde a minha chegada á nova turma. Aquele momento parecia mágico. Tive de me controlar. Arranjei forças para separar os meus lábios dos dele. Acreditem, não foi fácil – Phillip – disse – temos de ir para a aula. Parecia que, pela primeira vez, ele não se importava com as aulas. Aquele momento era o mais mágico das nossas vidas. Por fim, consegui arranjar forças e separei-me dele – vamos para a aula – disse.
Quando bati à porta da sala, a professora abriu e não estava com uma cara muito contente. Afinal, estava-mos 15 minutos atrasados.
Phillip: Desculpe o atraso, professora.
Professora: Vá, entrem lá.
Quando entra-mos, a turma começou a olhar para nós, estava-mos de mãos dadas, eu vermelha que nem um tomate e ele…bem, ele era o aluno perfeito, e estava a chegar 15 minutos atrasado. Ninguém ousou dizer uma palavra.
A professora começou a falar. Estava a dar matéria nova, mas eu não prestava atenção. Tê-lo do meu lado, depois daquele beijo…não me conseguia concentrar.
A professora parou de falar. Passou os exercícios no quadro e mandou os alunos fazerem. Fez-se silêncio, que rapidamente foi quebrado pelo Bruce: ei, pombinhos, prestem atenção às aulas!
Phillip: Eu estou atento.
Bruce: Mas a menina Beatriz não.
Professora: Bruce Ishizaki, cala-te! E Beatriz, vê se acordas!
Com o berro da professora, “acordei” do meu transe. Realmente! Interromper um momento daqueles?! A stora devia estar maluca!
Quando cheguei a casa, vinha com uma cara muito contente. A minha irmã rapidamente perguntou: que se passou para estares com essa carinha tão contente?
Eu: Resultou. Eu e ele estamos juntos! Estou tão feliz! – e corri abraça-la.
Carolina: Ainda bem. Mas agora larga-me que eu tenho de ir limpar o meu quarto.
Eu: Ok, eu também tenho de fazer um telefonema.
Fui para o meu quarto. Peguei no telefone, sentei-me no puf, e marquei o número.
Eu: Estou, Jane?
Jane: Bea, olá! Como estás?
Eu: Estou bem e tu?
Jane: Também.
Eu: Então, como tens passado?
Jane: Tu não vais acreditar! Conheci um rapaz lindo! Nem vais imaginar quem é! O nome dele começa por um “P”…
Eu: Não me digas que conheces-te o famoso Pierre, o elegante capitão da equipa juvenil de futebol de França!
Jane: Nem mais! E tu? Já conheces-te alguém? É que eu reparei num certo tom de alegria na tua voz!
Eu: Sim, conheci. Começa-mos a namorar esta tarde! Ele é um querido!
Jane: Sim? Quem é?
Eu: Tu nem sequer imaginas…

quarta-feira, 11 de maio de 2011

"a história" - 12º

Capitulo 12 – “As explicações e o novo jogo”
P.S.: Para se perceber o início deste capítulo, é preciso ler o capítulo anterior.
No campo de futebol da New Team, as equipas ainda se interrogam pelo cancelamento do jogo. Nem o Oliver, nem o Phillip, nem nenhum membro das equipas sabem o porquê de cancelarem o jogo.
Bruce: Olhem, vem aí o representante do campeonato juvenil!
Oliver: Senhor Mitsuji, porque cancelaram o jogo?
Mitsuji: Já vos vou dar as respostas a todas as perguntas em que vocês estiverem a pensar.
Bruce: Então diga lá porque é que a minha mãe me pôs de castigo sem eu ter feito nada.
Mitsuji: Provavelmente porque fizeste algo de mal e não reparaste, Bruce. Mas eu não respondo a esse tipo de perguntas. Só respondo às perguntas que tiverem a fazer sobre o jogo de hoje.
Phillip: Então responda à pergunta em que todos estão a pensar. Porque cancelaram o jogo?
Mitsuji: É muito simples. Hoje, os directores do campeonato juvenil de futebol, receberam uma carta de um dos representantes da comissão organizadora da equipa nacional japonesa, que dizia que a comissão não teria tempo de chegar a horas para ver o jogo entre as vossas equipas. Por isso, pediram que cancelassem o jogo.
Bruce: E o que tem essa tal comissão a ver com o nosso jogo? Porque queriam assistir? Eu sei que as nossas equipas são muito boas e famosas, mas não era preciso virem essas pessoas para ver o jogo. É um exagero! E cancelarem-no, sem nos avisar, só porque essas pessoas não podem vir?! Isto aqui não é a casa da Maria Joana! Tinham de nos avisar! Afinal, nós é que íamos jogar!
Phillip: Não tens nada que reclamar. Essas “pessoas” são as que vão escolher os membros que vão fazer parte da equipa juvenil que vai representar o Japão na Europa, para o Campeonato Mundial de Juniores, em França.
Paul: Se eles sabem que fizeste esse comentário…já não entras para a equipa, Bruce.
Bruce: Ai minha mãezinha! Esta conversa não sai daqui, ouviram?
Carter: Tem calma que ninguém se vai “chibar” como tu fazes. Aqui somos todos leais uns aos outros.
Oliver: Rapazes, já chega. Então, senhor Mitsuji, vai ou não haver jogo?
Mitsuji: O jogo só foi adiado durante umas horas.
Jamie: Quanto tempo?
Mitsuji: O jogo vai-se realizar ás 14h30. Não se esqueçam.
Bruce: Mas a essa hora não posso! Tenho de ir com a minha mãe ao aniversário do meu primo. Paciência! Aquele miúdo também é um chato.
Paul: Pois, se já têm um chato na festa, não precisam de outro.
Carter: Essa foi boa.
Bruce: Claro, linda! Até me esqueci de rir! Vejam vocês bem! Foi tão fixe que eu até me esqueci de rir!
Oliver: Já chega. Phillip, encontramo-nos às 14h30. Nós vamos treinar. Até logo!
Bruce: O quê? Treinar mais?! Já não me consigo mexer! Os treinos de á bocado deixaram-me louco. E esta discussão…estou faminto. Bora trincar qualquer coisa. Vá lá, Oliver, vá lá!
Tobi: Ya, Oliver, vamos comer qualquer coisa. Depois vamos treinar.
Oliver: Ok. Mas, Bruce, não penses que te livras dos treinos.
Bruce: Claro…nem eu pensava outra coisa.
No campo da New Team, às 14h30.
Oliver: Pessoal, vamos dar o nosso melhor, ouviram?!
Bruce: Claro! Eu preciso disso. Aquelas pessoas estão a ver este jogo. Tenho de fazer boa figura.
Jamie: Tá bem tá. Vê lá se não te espalhas!
Suou o apito do árbitro. A bola começa a rolar. O Jamie passa para o Carter, que logo passa para os pés do Oliver, que começa a correr rapidamente. Finta todos os adversários até chegar ao Phillip. Depois de uma forte luta sobre a posse da bola, quem fica com ela é o Oliver, que se dirige para a baliza. Tsubasa corre, finta todos os adversários, incluindo Phillip Matsuyama. Dirige-se para a baliza e…é golo! Goooooooooooooolo! Está lá dentro! O primeiro da partida vai para a New Team. É gooooooolo! diz o relatador.
No banco, a Patty começa a gritar: boa Oliver! Continua assim! Vais vencer o campeonato!
Já a Yoshiko não estava muito contente.
Yoshiko: Vê se fazes alguma coisa, Bruce! Ainda não tocaste na bola! Mexe-te!
Bruce: Estou a dar o meu melhor! O Oliver matou-nos a treinar!
Yoshiko: Parece que foi só a ti, porque os outros estão em boa forma! Olha a bola! Agarra-a! Não deixes que ta tirem! Mexe-te! Corre pela tua vida!
Do outro lado do campo:
Não sei porque treinei tanto. Eles mantêm a bola no outro lado do campo. São fantásticos!  pensava o Benji.
O jogo acabou 1-0, a favor da New Team. O Furano FC não marcou nenhum, mas a New Team só marcou um! A defesa do Furano é muito boa. Foi um jogo emocionante!
Bruce: Ganhámos! Foi canja!
Paul: Pois, não fizeste nada!
Bruce: Eu esforcei-me. E não parava de correr!
Paul: Pois, pois…
Tobi: Pessoal, proponho um brinde. Ao Oliver, um capitão de equipa fabuloso. Foi ele que nos guiou á vitória.
Equipa: Ao Oliver!
Bruce: Ah, já ganhámos o campeonato!
Oliver: Olha que não. A equipa mais difícil de defrontar vem aí.
Carter: Quem?
Tobi: O Toho FC.
Oliver: Exacto.
Bruce: O Toho FC não é do Mark Landers?
Oliver: Sim, é. O Toho é uma equipa muito boa, e com um capitão como o Landers…creio que será a nossa maior batalha.
Tobi: Concordo.
Benji: Não se preocupem. Comigo na baliza, o Landers não marca nem um!
Numi: Claro, amor, tu és o melhor! – e deu-lhe um beijo.
Bruce: Uh, que lamechice.
Benji: Tu estás é com inveja porque a Yoshiko não te dá nenhum, não é?
Bruce: Realmente, pelo meu esforço eu merecia um beijinho, não achas amorzinho?
Yoshiko: Claro, mereces – e deu-lhe uma estalada – mas não é um beijo.
Bruce: És mesmo má. Alguém sabe que horas são?
Patty: Perto das 17h.
Bruce: Oh não! Eu fiquei de ir ter com a minha mãe para a ajudar com as limpezas ás 16h30! Ela vai-me matar! Mas nós temos de comemorar a nossa vitória. Os panos e as esfregonas que esperem.
Paul. Ok, mas pagas tu. Foste tu que tiveste a ideia!
Jamie: Sim, tens de ser tu a pagar.
Bruce: Tenho outro remédio? – quem me dera ter escolhido as esfregonas … – pensou.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Julian Ross tribute

Um tributo a julian ross:


Benji Price tribute

Um tributo a benji price que eu encontrei no youtube:


"Não acredito que isto aconteceu!"

Fanfiction “one shoot” – “O pior dia da minha vida”
P.S.: Algumas partes desta fic são reais.
Como todos sabem, o meu nome é Adriana. Hoje tive um dia mesmo mau (não se esqueçam: isto é uma fanfiction, não é real. Apenas as personagens que nela participam são reais). A minha melhor amiga trocou-me, o meu namorado deixou-me e discuti com o meu primo. Mas que grande chato!
O meu dia começou estranhamente calmo. Estava deitado na cama quando acordei. Normalmente, o meu despertador toca às 7h20, mas ainda não tinha tocado. Comecei a pensar: ainda não tocou o despertador, por isso, não me vou levantar.
Quando olhei para o relógio fiquei estupefacta. 6 e meia?! Estão a gozar comigo, só pode! Pus a almofada em cima da cabeça e voltei a adormecer.
Quando cheguei à escola eram 8h15. Eu simplesmente tinha acabado de me lembrar que ia ter teste de geografia na primeira hora! Estava tramada…
Por mais incrível que seja, o teste correu-me bastante bem. Depois de dar “uma vista de olhos”, a professora assinalou-me uma pergunta e mostrou-me o teste, com uma enorme cruz a dizer que estava mal. Afinal parece que o teste não me correu assim tão bem…
Estava na hora do almoço. Fui para a cantina. Não havia fila, por isso decidi esperar pelas minhas amigas para almoçar. Tive de esperar muito porque tenho uma amiga que, actualmente, anda de muletas. Logo, anda mais devagar.
Enquanto esperava, ouvi um som vindo da casa-de-banho das raparigas. Entrei para ver o que se passava. Era a minha melhor amiga. Perguntei-lhe o que se passava e ela disse-me que se tinha chateado com um rapaz mas que não queria falar sobre isso. Eu disse-lhe que as melhores amigas serviam para desabafar e ela respondeu-me que eu não tinha nada a ver com o assunto e que nunca mais queria falar comigo.
Quando saí da casa-de-banho, a fila da cantina já estava bastante grande. Tive de ir para o fundo da fila. Consegui vislumbrar as minhas amigas a rirem-se e a falarem umas com as outras no início da fila. Mas porque não me pus logo na fila?  - perguntei-me imensas vezes.
Quando finalmente consegui almoçar, reparei que uma pessoa se dirigia para mim. Era o meu namorado. Vinha com uma cara muito séria – precisamos e falar – disse-me.
Acabei de comer à pressa. Eu e ele fomos para um sítio sossegado. Incrivelmente conseguimos arranjar um porque naquela escola não há UM único sítio sossegado. Fez o discurso inicial e acabou comigo. Acusou-me de ter andado a mentir à sua melhor amiga. Grande amiga! Ela mente-lhe e eu fico com as consequências…
De volta a casa tive uma surpresa que para mim sempre foi desagradável: o meu primo estava de passagem por cá e decidiu fazer uma visitinha. Que engraçado! Foi mesmo para me provocar! Eu e o meu primo andamos sempre às “turras”. É típico. Afinal, somos PRIMOS!!!
Discutimos por uma coisa inocente, que, por acaso, até fui eu que comecei a discutir. Era uma coisa insignificante mas muito importante para mim! Geralmente, é sempre ele que começa a discutir comigo, mas desta vez foi diferente. De vez em quando tem de se variar!
Fui para a cama e comecei a escrever um texto para publicar no meu blogue. Tenho a certeza que todos sabem qual foi…

segunda-feira, 9 de maio de 2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"todos juntos" - 4º

Decidi publicar a fic 1 dia antes.
Espero que gostem.



Capítulo 4 – “Acredita, eu não sabia”
Era sábado de manhã. A Beatriz, como sempre, estava deitada na sua cama fofinha quando ouve a irmã a chamá-la.
Carolina: Beatriz, vem cá abaixo.
Beatriz: Que foi? Estou a tentar dormir mais um bocado!
Carolina: É importante!
Beatriz: Ok, já vou.
Quando entra na cozinha, Beatriz começa a pensar: que cheirinho…ela deve estar a fazer panquecas.
Carolina: Sim, estou a fazer panquecas e não, não leio pensamentos.
Beatriz: Ok…que querias dizer-me para me arrancares da cama às 8 da manhã?
Carolina: Ah, era só para te avisar que daqui a meia-hora tens de estar na escola.
Beatriz: O quê?! Mas é sábado!
Carolina: Eu sei, mas ultimamente as tuas notas têm baixado, por isso a tua directora de turma avisou-me que passarias a ter 1h30 de aulas suplementares todos os sábados. Meia-hora de cada disciplina a que tens mais dificuldades. Aviso-te: é melhor aplicares-te senão terás mais de 1h30 de aulas suplementares!
Beatriz: Mas eu não preciso de aulas suplementares! Eu tenho bons motivos para andar com as notas tão baixas!
Carolina: Então diz-me: quais são os motivos? Será que são…rapazes?
Beatriz: …talvez…
Carolina: Eu sei muito bem que andas de amores a aquele rapaz. Qual é o nome dele? Phillip…Phillip Matsuyama! É isso!
Beatriz: Como sabes disso?
Carolina: Pensas que eu não tinha reparado? Eu também tinha esse problema quando andava na escola. O nome dele era Rodrigo. Ele dava comigo em doida. Mas eu consegui controlar-me! Deixei-me de coisas e pensei mais nos estudos! E vê lá como estou eu hoje!
Beatriz: Só não percebo como ficas-te a saber que era o Phillip…
Carolina: Para isso, conhecer as amigas da minha irmã deu jeito…
Beatriz: Tu falas-te com as minhas amigas?! Que vergonha! Estou lixada…
Carolina: Calma. Eu até as achei umas meninas muito simpáticas!
Beatriz: Eu sei…por isso é que são minhas amigas.
Carolina: Despacha-te lá. As tuas amigas estão à tua espera na escola!
Beatriz: O quê?
Carolina: Quando elas souberam que tu terias aulas suplementares, disseram que iriam ajudar-te. Por isso, também se inscreveram nessas aulas.
Beatriz: São umas grandes amigas. Fazem tudo por mim! Não sei o que faria sem elas…
Carolina: Despacha-te lá se lhe queres agradecer!
Beatriz: Ok, vou-me vestir.
Na escola:
Yoshiko: Finalmente chegas-te! Estava a ver que nunca mais!
Beatriz: Isso soou-me familiar…
Bruce: Pois claro! Sou EU que costumo dizer isso!
Beatriz: Rapazes?! Que surpresa! Que fazem aqui a um sábado?
Benji: Soube-mos que terias aulas suplementares e decidi-mos vir.
Oliver: É uma maneira de estudar-mos mais. E como não tinha-mos nada para fazer…
Benji: …decidimos vir apoiar-te…
Yoshiko: …nos estudos.
Bruce: Admito: isto foi uma maneira de me livrar das limpezas. Assim que a minha mãe me apanha em casa, põe-me logo a trabalhar! Já não basta a escola e a banda como ainda tenho de fazer limpezas!
Numi: Calma, Bruce.
Patty: Bia, ainda bem que chegas-te. Olha que também cá está uma certa pessoa…
Bruce: Vá lá! Deixem-se de mistérios! Está cá o Phillip! E já toda a gente percebeu que gostas dele!
Beatriz: É assim tão óbvio?
Phillip: Olá malta!
Oliver: Olá Phillip. Que estás aqui a fazer?
Phillip: Decidi que preciso de me aplicar mais nos estudos. Por isso, perguntei á professora se ainda havia vaga nas aulas suplementares e ela disse que sim. Por isso…cá estou!
Numi: Que bom! Vamos para a sala?
Yoshiko: Sim, vamos!
No intervalo:
Phillip: Bia, podemos falar…a sós?
Beatriz: Sim, podemos.
Phillip: Ok, vem comigo.
Foram para um sítio sossegado, debaixo de uma árvore muito grande e bonita que havia lá na escola.
Phillip: Prepara-te, porque o que eu tenho para te dizer é importante…
Beatriz: Estás a deixar-me preocupada.
Phillip: Vamos lá, admite! Tu conheces muito bem a Jane! Falas-te com ela e não me disses-te!
Beatriz: O quê?! De que estás a falar? Sim, eu falei com a Jane, mas sobre coisas que tu não podes saber! E porque estás a falar comigo nesse tom?
Phillip: Porquê?! Porque tu disses-te que me avisavas se falasses com a Jane e não me avisas-te!
Beatriz: Queres saber se eu falei com ela sobre ti, não é? – de repente, ouve-se um trovão. Tinha começado a chover.
Phillip: Vamos para um sítio seco.
Beatriz: Não! Agora deixa-me acabar de falar! Só para que saibas, eu falei com ela sobre ti!
Phillip: A sério? E o que lhe disses-te?
Beatriz: Disse que era insuportável o facto de eu gostar de ti e saber que tu gostas da minha melhor amiga!
Phillip: O quê?!
Beatriz: Sim, não te faças de despercebido! Eu sei muito bem que tu sabias que a Jane é a minha melhor amiga!
Phillip: Acredita, eu não sabia!
Beatriz: Pois, pois – as lágrimas escorriam-lhe pelo rosto – ela é a minha melhor amiga, eu posso contar-lhe tudo. Mas isto…ela e eu gostamos do mesmo rapaz. Embora eu esteja perto dele e ela esteja longe, ele prefere-a a ela. Ele evita-me! Ignora-me! É o que tu me fazes! Porque o rapaz és tu, como já deves ter percebido e como eu já tinha dito antes! Eu amo-te! Mas saber que tu gostas da minha melhor amiga foi demais para mim!
Phillip: Foi por isso que no outro dia tu começas-te a chorar e fugis-te! Foi porque eu confessei os meus sentimentos pela Jane! E nesse dia tu já gostavas de mim! Porque não me disses-te?
Beatriz: Estás a gozar? Uma rapariga nunca se declara a um rapaz! É ele que se declara a ela! Ou pelo menos devia ser…
Phillip: Bia, vamos para debaixo do telheiro.
Beatriz: Não, deixa-me estar aqui! Estou bem! Ao frio! Ao menos se eu ficar doente, nunca mais tenho de olhar para ti! Talvez eu morra de doença…ou de desgosto…por amor…por ti.
Phillip: Bia…
Beatriz: Não precisas de ficar aqui comigo. Vai-te embora. Vai-te embora! Vai! Eu quero ficar sozinha! SOZINHA! Como sempre…sem amigos…sem namorado…sem nada.
Patty: Beatriz, Phillip, saiam da chuva! Venham para aqui!
Beatriz: Não quero! Estou sozinha! E quero ficar na mesma! SOZINHA! Deixem-me em paz! – não conseguia parar de chorar. Aquilo era demais para ela.
Patty: Oliver, vem comigo. Eu vou buscar a Bia e tu vais buscar o Phillip. Depressa!
Oliver: Ok.
Patty: Numi, Yoshiko, vão buscar uns cobertores. Bruce, Benji, vão buscar bebidas quentes! Depressa!
A Patty e o Oliver saíram do telheiro para ir buscar Phillip e Beatriz. Oliver conseguiu tirar facilmente Phillip da chuva. Já a Patty estava com problemas em fazer o mesmo com a Bia.
Patty: Bia, que se passa?
Beatriz: Eu disse-lhe tudo!
Patty: Tudo?!
Beatriz: Sim, tudo. Falei-lhe da conversa com a Jane, dos meus sentimentos por ele, de eu ser a melhor amiga da pessoa que ele ama…tudo! E ele não quis saber!
Patty: Tenho a certeza que não foi bem isso que ele quis transmitir…
Beatriz: Foi sim! Ele não quis saber!
Patty: Vamos para debaixo do telheiro. Eu prometo que te levo para longe dele.
Beatriz: Prometes?
Patty: Prometo.
Debaixo do telheiro:
Numi: Toma, Bia, aqui tens um cobertor…
Benji: …e um chocolate quente.
Patty: Bebe, vai fazer-te bem.
Beatriz: Obrigada. Vocês são uns amores. Muito obrigada por tudo.
Numi: De nada. Mas, agora explica-me. Que se passou ali entre ti e o – a Patty interrompeu-a.
Patty: Depois eu explico-te. Agora temos de a levar para casa. Vamos!
Numi: Sim, vamos.
Benji: Eu vou com vocês.
Patty: Só um momento. Vou falar com o Oliver.
No outro banco:
Patty: Oliver…
Oliver: Sim?
Patty: Nós vamos levar a Beatriz a casa. Ela está a precisar de descanso…e do apoio da irmã.
Oliver: Ok. Nós ficamos aqui com o Phillip.
Patty. Ok. Pessoal, bora!
Em casa da Beatriz:
Carolina abriu a porta – oh meu deus! Beatriz, que se passou?!
Patty: Viemos acompanhá-la a casa. Ela está a precisar de carinho…e de apoio.
Carolina: Claro. Obrigada por tudo.
Numi: De nada. Vamos?
Benji: Sim, vamos.
Carolina fechou a porta. Beatriz ainda chorava. Voltou a abraçar a irmã.
Carolina: Que se passa?
Beatriz: Foi ele.
 Carolina: Quem? O Phillip? Que te fez ele?
Beatriz: Eu contei-lhe tudo. Mesmo tudo.
Carolina: Toda a verdade?
Beatriz: Sim, tudo. Confessei-lhe os meus sentimentos, disse-lhe que era a melhor amiga da Jane. Ele gosta dela…da minha melhor amiga! Ajuda-me! – e abraçou a irmã com mais força.
Carolina: Calma, eu estou aqui para te ajudar. “Unidas para o que der e vier”. Lembras-te que esta era a frase do nosso “contrato”? Prometemos uma à outra que iríamos estar sempre unidas, desse o que desse, e que nunca iríamos deixar que nada de mal acontecesse à outra.
Beatriz: Sim, eu lembro-me.
Carolina: E é isso que eu vou fazer, porque as irmãs servem para ajudar e apoiar nos momentos mais tristes.
Beatriz: E agora, o que faço?
Carolina: Agora? Agora poisa a cabeça, dorme um pouco e esquece o Phillip durante uns tempos.
Beatriz (limpando as lágrimas): És uma grande irmã.
Carolina: Eu sei.
Beatriz: Não sei o que faria sem ti. Provavelmente nada… pensou.
Comentem!!!